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Precisamos falar sobre… sapatos: Do 33 ao 41

Para as mulheres, sapato não é apenas um sapato, ou algo que protege os pés do submundo externo. Para as mulheres, sapatos são símbolo de poder, de elegância e de liberdade, por que não? Com a extensa gama de modelos que existem nas lojas, fica realmente difícil querer apenas só um. Já dizia Carrie Bradshall, personagem icônica de Sarah Jessica Parker no seriado “Sex and The City”: “Está triste? Compra um sapato que passa. Tem um evento ou uma ocasião importante? O sapato certo com certeza te deixará confiante”. Desde pequena, garotas crescem com uma infinidade de sapatos a sua volta e o primeiro contato é com o sapato de salto da mãe. Neste momento, apenas o céu é o limite para a criança e, nas alturas, ela projeta um mundo de glamour e beleza.

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Mas e quando essas crianças crescem e chegam à adolescência já calçando 39 ou até mesmo 33 e não conseguem encontrar o par ideal porque simplesmente não acham para comprar nas lojas? É aí que todo o encantamento e a diversão de comprar algo novo se torna em pesadelo. Chega ser sacrificante ir às lojas e ouvir um não do vendedor, já que o modelo escolhido não tem a sua numeração disponível. Do 33 ao 40. De um extremo ao outro, mulheres andam insatisfeitas com essa dificuldade que separa os números convencionais dos não tão convencionais. Ora, todas merecemos modelos lindos e que caibam perfeitamente em nossos pés.

Reprodução Internet

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Para o editor de moda Rafael Moura, desde 2010 as marcas despertaram e estão preocupadas em incluir na sua grade uma numeração maior. “As mulheres estão maiores, mais altas… Elas chegam aos 17 anos já calçando 39. O mercado tem a necessidade de acompanhar essas clientes se não quiserem perder vendas. Observar o consumidor é um ponto chave para o crescimento e o sucesso de qualquer marca”, pontua ele, que menciona uma questão ainda mais preocupante para quem tem pezinho 33. “Fabricar sapatos com uma numeração inferior ao 35 ainda é um problema latente, porque fica no limiar entre o adulto e o infantil”, comenta.

Marcas como Vizzano, Dummond, Dakota, FiveBlue, Santa Lolla, Melissa, Lilly’s Closet, Capodarte, Bottero, Corello, entre outras, são algumas que já incluíram o tamanho 40 em suas grades. Além da questão da numeração, existe um problema de logística, já que produzir um calçado 37 sai mais barato do que produzir o mesmo modelo em tamanho 40. Sendo que ambos serão vendidos pelo mesmo preço.

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As marcas já começaram a entender que existe uma fila de mulheres que precisam de calçados maiores, conectados com as ideias de moda e que elas acabam adquirindo diferentes pares quando mantém uma relação de confiança. Se a consumidora teve uma experiência de compra: achou os modelos que desejava, vestiu bem os pés, o produto tem bom acabamento, não machuca… É fato que ela irá voltar e ainda recomendar para as amigas. Hoje em dia, os consumidores fazem um papel forte, quase como embaixadores das marcas. Esse “boca a boca” em tempos de mídias digitais, é uma recomendação muito importante.

Marcas já buscam solucionar o problema

Algumas marcas que são comumente encontradas até a numeração 39 foram procuradas e foi constatado um movimento de mudança pensado nessas clientes. A Arezzo, afirmou que em todas as coleções possui uma grade reduzida com o número 40. (Tá ai o motivo de acabar tão rápido nas lojas)

Já a Petite Jolie, que disponibiliza calçados do 34 ao 39, informou que está fazendo uma pesquisa de mercado para verificar em qual região ocorre uma maior demanda de tamanhos maiores, já que a marca tem o objetivo de aumentar a numeração da grade. No entanto, essa inserção vai demorar um pouco, já que as coleções de inverno e verão já foram fechadas.

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Perfil

Bianca Lobianco é jornalista, carioca, tem quase 30, é fã de música pop, novelas e adora um hambúrguer. Vê na moda e na beleza uma possibilidade de se reinventar de acordo com o humor, sem grandes complicações.

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